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Contra carnaval, jovens de Curitiba fazem tarde com zumbi e rock

Luciana Cristo, IG Paraná 06/03/2011 17:40
Marchinhas de carnaval não são nem um pouco bem-vindas no Psycho Carnival, o evento de rock que acontece em Curitiba durante todos os dias do feriado - e com direito a zumbis. O Zombie Walk (Caminhada dos Zumbies) acontece pelo quinto ano consecutivo e, em vez de desfiles carnavalescos e maquiagem colorida, uma multidão de pessoas fantasiadas de zumbis, com roupas pretas e encharcadas com sangue à base de groselha e catchup, perambula por algumas das ruas mais conhecidas da região central de Curitiba para assombrar os desavisados, durante a tarde deste domingo (6).
Sob o som de gritos ensurdecedores de terror, a Zombie Walk consegue atrair olhares curiosos e arrancar risadas dos curitibanos. Apesar do grande público adolescente, a caminhada dos mortos-vivos reuniu também idosos, crianças e até cachorros que foram pintados de tinta especialmente para a ocasião.
Para dar uma ajudinha na maquiagem, a concentração no início da tarde aconteceu na Boca Maldita, no final da Rua XV de Novembro, com uma tenda onde as pessoas podiam incrementar o visual.
Muitas famílias que não gostam tanto assim do carnaval tradicional aderiram ao movimento, como o casal Luciane e Gustavo Taniguchi, que levaram a filha Ingrid e os pais de Luciane para a brincadeira. “É algo tipicamente curitibano e, como não viajamos, resolvemos brincar também. É a primeira vez que participamos”, conta Gustavo.
Os turistas que passeavam pela cidade também aproveitaram para rir e tirar fotos com participantes da caminhada, que imitavam personagens de filmes de terror. “É algo realmente diferente, ainda mais para uma tarde de domingo de carnaval”, conta Maria Teresa Oliveira, moradora do interior do Estado que está de passagem pela capital paranaense.

2ª temporada de The Walking Dead deve ser mais sexy e violenta


""The Walking Dead”, a série de zumbis do canal pago AMC (exibida pela FOX no Brasil), teve apenas sete episódios na 1ª temporada, mas a recepção de público e crítica foi tão positiva que o canal a renovou para uma nova leva de 13 episódios.
Na 2ª temporada, todos os elementos que funcionaram na anterior devem ser potencializados. Segundo a atriz Laurie Holden (“O Nevoeiro”), que interpreta a personagem Andrea, “as coisas vão ficar mais sexy e mais violentas” – o que, considerando o conteúdo gráfico dos episódios já exibidos, não deve ser pouca coisa.
Andrew Lincoln (“Simplesmente Amor”), que vive o Xerife Rick Grimes, protagonista da história, adianta que os sobreviventes “estão trocando a cidade pela zona rural, por uma fazenda”. Lincoln também confirmou que os rumos da série se manterão bem próximos do comic book homônimo que inspirou o programa."

É possível transformar humanos em zumbis? Talvez.


"O cenário é sempre o mesmo. Ruas desertas, lixo espalhado, prédios abandonados e um grupo de humanos tenta sobreviver ao extermínio zumbi. Lembrou filmes como A madrugada dos mortos, Extermínio, Resident evil ou a série Walking Dead, certo? Mas, será que é possível criar um vírus maligno que dará início ao Apocalispe Zumbi? Talvez, mas não será fácil para os cientistas.
Um professor assistente de psiquiatria da Universidade de Harvard, Steven C. Schlozman, já andou pensando nisso e até escreveu um livro “A autópsia Zumbi” (The Zombie Autopsies), uma série de excertos de ficção retirados do caderno de anotações do “último cientista mandado ao Santuário das Nações Unidas para estudar uma praga zumbi”. O livro deve dar medo até naqueles acostumados em assistir filmes de seres meio humanos, meio cadáveres, devorando membros arrancados.

Segundo Schlozman, um agente eficiente poderia mirar e desconectar partes do cérebro humano. Desta maneira, o indivíduo manteria algumas capacidades motoras intactas como andar (em câmera lenta) e comer (humanos). Contudo, seu lóbulo frontal, que é responsável pela moralidade, pelo planejamento e por inibir ações impulsivas deixaria de existir.
Para criar estes seres ambulantes que andam por aí grunhindo atrás da próxima refeição seria preciso apenas uma proteína. Schlozman explica que a deterioração do lóbulo frontal poderia ser causada por meio de uma infecção por uma proteína, em particular uma chamada príon. Os príons são proteínas capazes de modificar outras proteínas. Estes compostos são responsáveis, por exemplo, pela doença da Vaca Louca.
O primeiro passo está aí. Contaminar os humanos com um príon que acabe com a nossa moral e limites. Contudo, a transmissão destas proteínas é fácil de controlar. O bicho iria pegar mesmo se algum cientista maluco fixasse o príon a um vírus que se espalhasse rapidamente e levasse o agente contaminante direto ao cérebro dos futuros zumbis. A tarefa, para alegria geral dos humanos, não seria fácil.
Não é fácil, mas tem louco para tudo. O diretor de transplantes e doenças infecciosas do Massachusetts General Hospita, em Boston, Jay Fishman, propõe que se use o vírus que causa encefalite, uma inflamação aguda do cérebro. Tá achando pouco? O cara ainda propõe usar o vírus da Herpes ou o vírus do Nilo Ocidental, causador de uma doença letal disseminada pela picada de mosquitos infectados. A nossa sorte é que ele mesmo admitiu que ligar um príon e um vírus faz parte de um “cenário bem improvável”. Mas vários produtos científicos nasceram de idéias que pareciam improváveis, certo?
Depois da infecção seria preciso controlar o príon para que o cérebro do Zumbi não fique completamente perdido e ele entre em coma. Para isso, Schlozman sugere adicionar sal para induzir alcalose metabólica (perda de ácidos no organismo). Com a alcalose “você teria convulsões, tremores e ficaria igualzinho um zumbi”. É melhor começar a estocar armas, munições e se preparar para a caça no estilo da turma de Zumbilândia. [PopSci] " (Artigo disponível em http://hypescience.com/e-possivel-transformar-humanos-em-zumbis-talvez/ )



Por quê gostamos de zumbis?


Aline está fazendo compras no centro da cidade. Ela deve se apressar, pois ainda tem uma lista de tarefas para fazer durante o dia. De repente as pessoas ao seu redor começam a se comportar de forma estranha, parecendo doentes. Ela sente que tem que sair dali. Sim, ela está sendo perseguida por zumbis. E tem que correr o mais rápido possível. Mas por algum motivo ela não consegue, e os zumbis se aproximam. Parece que Aline está encrencada. Então o despertador toca – foi tudo um sonho.
           Cenas como essa se repetem cada vez mais na cabeça das pessoas. Os zumbis estão cada vez mais presentes na vida delas. Seja nos livros, filmes, e até mesmo no modo de se expressar.
O fato é que com a correria do dia-a-dia as pessoas estão percebendo que tem muito mais características em comum com os zumbis do que pensavam. Você mesmo já disse para si mesmo depois de uma noite mal-dormida “Hoje estou parecendo um zumbi”. E essa identificação faz com que uma pessoa que não conhecia o “universo zumbi” tenha amor à primeira vista por essas criaturas. Mas, ao contrário das modinhas vampirescas (veja o post http://diazdezumbi.blogspot.com/2011/02/zumbis-versus-vampiros.html), esse amor normalmente é para a vida inteira (e depois também), não uma “paixão de carnaval”.

A modernidade tem feito mais e mais zumbis. A tendência global de controle da mídia, através principalmente das emissoras de TV, ditando como você VAI VIVER (sim, desculpe, você não tem mais controle), tem feito as pessoas a viverem no modo automático, sem que haja qualquer utilidade para seu córtex pré-frontal (área do cérebro responsável pelo raciocínio e por você ser você mesmo). A única coisa que você tem que fazer é ir trabalhar, comer, se reproduzir, e principalmente, gastar dinheiro. Chega num ponto em que você nem sabe mais quem você é: você só sabe que tem que executar certas ações. Isso te lembra uma certa criatura?

Com a Internet e as redes sociais, a questão do isolamento social no mundo real (e, paralelamente a sociabilização no mundo virtual) tem, de forma implícita, criado uma discrepância e uma oscilação entre você estar sozinho e estar em um meio social. O quê isso tem a ver com os zumbis? Veja porque muitos fãs de zumbis se sentem nos dois lados da moeda:

O fã de zumbi sente que tem que buscar armas, mantimentos e lugares seguros para sobreviver aos zumbis, sendo pró-ativos. Em outras palavras SE VIRAR. Numa época em que os filhos estão cada vez mais dependentes dos pais, em nome de uma suposta necessidade de se fazer uma faculdade, ou falta de emprego, ou qualquer outra desculpa explicação, a simulação de que você é um herói (líder, principal, o fodão) que luta contra zumbis pode, de certa forma, amenizar o mal-estar gerado por não ser o “homem da casa”. E a exigência da proatividade e do “do it now” difundida pelas empresas contriui para que isso aconteça.

Por outro lado, é cada vez maior o número de pessoas isoladas socialmente, e que se acham “esquisitas demais” para terem muitos amigos. Então os zumbis podem ajudá-los, e muito, a sentirem que fazem parte de um meio. Pois os zumbis em geral são muito parecidos um com o outro, e se aceitam muito bem no meio social deles. E pode ser justamente isso que falta para alguns fã de zumbis: sentirem que há pessoas parecidas com eles, para poder sociabilizá-los. Tanto é que é cada vez maior o número de lugares onde acontece a famosa “Zombie Walk”, em que pessoas fantasiadas de zumbis caminham pelas ruas. Finalmente essas pessoas deixaram de ser “esquisitas”.

Mas pode ser que você não se encaixe em nenhuma das situações citadas, e seja somente mais um fã de zumbi. O fato é que zumbis são muito legais mesmo! Algumas pessoas sentem medo, outras vêem por causa dos efeitos especiais, por causa das escatologias, ou para testar suas reações e (sim!) transmitir os conhecimentos necessários diante de um apocalipse zumbi. E, mesmo para quem é um ignorante total no assunto, ver filmes de zumbis é sempre uma terapia para se livrar do estresse do dia-a-dia.

Então, agora que você sabe porquê gosta de zumbis, acho que o controle do Resident Evil está te esperando...


Wesley Borges

Livro: Mortos-vivos analisados

"(BR Press) - Os mortos-vivos do cinema ganham uma análise em Zumbi: O Livro dos Mortos (LeYa Cult e Barba Negra, 464 págs., R$ 44,90), do jornalista Jamie Russel. Fartamente ilustrado, o trabalho traz uma intensa uisa sobre origens e representações desse personagem do terror.

Reflexos sociais    Russel, especialista em cinema, parte da constatação que na bibliografia sobre o gênero terror, os zumbis ganham pouca atenção, bem diferente de lobisomens, vampiros e serial killers, exaustivamente analisados. "Zumbis são a massa plebeia do cinema de terror, criaturas sem alma que perambulam sem personalidade nem propósito", afirma o autor.
         O trabalho analisa a presença e os significados desse personagem marginal, moderno e ocidental, que personifica o medo da morte, mas que também expressa outros temores e conflitos.
    "Nascido em meio a uma grande variedade de tensões culturais - do imperialismo norte-americano aos conflitos raciais no país, dos temores de desemprego na Depressão à paranoia de lavagens cerebrais da Guerra Fria, do ataque aos direitos civis e políticos pós-1960 ao terror corpóreo da era da Aids - o zumbi tornou-se, como veremos, um potente símbolo do apocalipse. É um monstro cuja aparição sempre ameaça desafiar a fé da humanidade num universo ordenado", diz um trecho no livro.

Vírus zumbi: é possível?

"Um vírus híbrido poderia causar uma epidemia de zumbis?

Documentário examina as possibilidades que misturas genéticas entre doenças conhecidas causem doenças dignas de filmes de terror

       Cena do filme "Madrugada dos Mortos", de 2004: ressuscitar não é possível, mas alguns dos comportamentos associados a zumbis, sim

Nos filmes de zumbi, uma epidemia viral incontrolável devasta a humanidade, transformando as pessoas em monstros sem consciência e com tendências canibais. Mas se os mortos não podem voltar à vida, alguns vírus podem induzir comportamentos agressivos parecidos com os dos zumbis, segundo cientistas ouvidos pelo documentário “A Verdade por trás dos Zumbis”, da National Geographic.

Por exemplo, raiva – uma doença viral que infecta o sistema nervoso central – pode fazer com que os doentes tenham acessos violentos de loucura, de acordo com Samita Andreansky, virologista da Universidade de Miami. Combine isso com a habilidade de se espalhar pelo ar, como o vírus da gripe, e pode-se obter o início de um apocalipse zumbi.

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